Introdução/Justificativa

Projeto de Intervenção Social

RESGATE

Área do Projeto

Família/ Trabalho

Introdução/Justificativa

Hoje observamos uma sociedade que há muito podemos dizer que é fragilizada quanto aos valores educacionais, sociais, éticos e também morais. Todo este problema, que nos leva a crer que vivemos em ambiente desfavorável para a construção social da cidadania e bem estar dos indivíduos.

O quadro social e econômico do país, com o aumento da pauperização, dos níveis de desemprego, do avanço dos sistemas informacionais e tecnológicos, TEM ALCANÇADO UMA SÉRIE DE PROBLEMAS QUE TEM POR ALVO PRINCIPAL A FAMÍLIA. A mesma já foi tida como o pilar de sustentação de uma sociedade, que naturalmente levaria a um país com alicerces estruturados, um senso comum de nação, hoje está se tornando um instrumento de degradação dos indivíduos.

Considerando-se que a família é o primeiro local de sociabilidade da pessoa humana desde seu nascimento, e pilar da construção desse indivíduo com reflexos que perdurarão até a sua velhice, devemos entender que os valores hoje ruídos pela desigualdade arraigada na nação tem implicações não só na subsistência dos indivíduos, bem como na sua vida cotidiana, pulverizando-se em problemas que atingem todas as áreas de sua vida.

Cyntia Sarti, afirma que famílias definem-se em torno de um eixo moral, em que as obrigações morais são a base fundamental. A família como uma ordem moral, fundada num dar, receber e retribuir contínuos, torna-se uma referência simbólica fundamental, uma linguagem através da qual os pobres traduzem o mundo social, orientando e atribuindo significado a suas relações dentro e fora da casa. E é nesse sentido que entende-se a importância de trabalhar com a família.

Não podemos negar que na contemporaneidade, a centralidade da família, desde sua gênese foca no homem, ou seja uma família patriarcal, há famílias que são chefeadas por mulheres, e sobre isso, Sarti afirma que quando a família pobre esta centrada no pai/provedor esta é mais vulnerável as rupturas conjugais. No caso dos homens, estes se sentem fracassados, pois suas expectativas não foram cumpridas, e as mulheres vêem perdidas as chances de melhorar de as condições de vida através do casamento. Por outro lado, as famílias chefiadas por mulheres estão numa situação mais precária, dadas as diferenças nas formas de inserção da mulher no mercado de trabalho. Desse, modo à sobrevivência desse grupo doméstico é possibilitada pela mobilização de uma rede familiar mais ampla. Não há um núcleo conjugal, mas familiar. É esse um dos braços que emprenho busca resgatar: o valor da família, do sistema conjugal, do bem estar, do relacionamento e da cooperação. Sendo assim, nossa busca é por minimizar as afetações do sistema vigente e assegurar que os indivíduos “redescubram” a potencialidade da união familiar e sua importância em sua própria vida e de seus descendentes.

Nos últimos anos verificamos um acréscimo na dificuldade de subsistência de famílias. Esse fenômeno tem sido demonstrado em diversos estudos. Segundo o DIEESE, em São Paulo, por exemplo, a inflação em junho de 2008 foi de 0,97% acima da taxa de maio (0,87%), isso porque as taxas por estrato de renda aumentam à medida que diminui o poder aquisitivo das famílias. Em outros termos, podemos dizer que o custo de vida está mais alto.

Segundo informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego – PED, realizada pelo DIEESE, em maio, o contingente de desempregados no conjunto das seis regiões metropolitanas onde a pesquisa é realizada foi estimado em 2.949 mil pessoas.

Estimativa dos desempregados, por sexo Regiões Metropolitanas e Distrito Federal – 2005/2008

(em 1.000 pessoas)

Período

Regiões Metropolitanas e Distrito Federal

Recife

Salvador

São Paulo

Total

Homens

Mulheres

Total

Homens

Mulheres

Total

Homens

Mulheres

2005

343

162

181

420

190

230

1.696

780

916

2006

339

160

179

413

185

228

1.592

718

874

2007

319

150

169

394

171

223

1.508

671

837

janeiro/2008

305

145

160

369

149

220

1.402

607

795

fevereiro/2008

312

143

169

388

159

229

1.404

592

812

março/2008

326

150

176

387

158

229

1.487

626

861

abril/2008

331

150

181

379

159

220

1.488

603

885

Fonte: Convênio DIEESE/SEADE, MTE/FAT e convênios regionais. PED – Pesquisa de Emprego e Desemprego

Esse quadro de crise econômico social tem proporcionado um número crescente de crises familiares como históricos de inserções no alcoolismo, drogadição, incidência de violência intrafamiliar sexual, física e psicológica, crises de relacionamento, dentre outros. O pastor Silas Malafia, psicólogo e pastor da Assembléia de Deus, afirmou em uma de suas pregações intitulada “12 Motivos que Levam um Casamento ao Fracasso”, que a maior causa de crises no seio da família é o desajuste financeiro.

A psicóloga Cláudia Ribeiro, em uma entrevista à TV Alterosa, afirma que é muito comum haver uma cobrança por parte dos parentes do desempregado, como “que dia você vai arrumar um emprego?”. Essa é uma das causas que relacionada a problemas de ordem econômica e social levam à famílias inteiras a um processo de desestruturação e degradação.

Segundo a gerente do Centro Integrado de Apoio ao Trabalhador, Mônica Duarte, também em entrevista a TV Alterosa, o apoio da família em momentos de desemprego é fundamental, foi percebido pelo Centro Integrado de Apoio ao Trabalhador, em muitos casos, é mais tranqüilo para o trabalhador que está desempregado perceber que a família dá um apoio, um suporte.

Isso porquê, o que temos visto é uma valorização da individualização, o crescimento da relação instrumental, baseada no princípio da vantagem, do “o que eu vou ter em troca?”, com uma valorização exacerbada do “eu mesmo” e “pra mim mesmo”, provocando um adoecimento da sociedade do seu interior para o exterior.

Isso é tão sério, que segundo Serapioni (2005), “a família é cada vez mais objeto de atenção das instituições governamentais e dos cientistas sociais pela grande quantidade de atividades de proteção, ajuda e cuidado que ela desenvolve” e causa disso é que “a família desempenha um papel importante na provisão de cuidado informal para seus membros. Há um geral reconhecimento, hoje em dia, de que ela está no centro das funções de cuidado”.

As famílias brasileiras estão se deteriorando graças a incapacidade de enxergarem o seu fim como pessoas naturais. Elas não se importam mais o que deixarão para seus filhos – isso é se esses filhos chamarem seus pais de pais, porque muitos somente têm seus filhos embora não desempenhem seus papéis para com eles. Desta forma, o relacionamento em família se deteriora e o seu legado começa então a ser consumidora de padrões pútridos de uma parte da sociedade que já não apresenta mais nada de verdadeiramente interessante.

Mais uma família morre.

Tendo esse prisma, encaramos que há a necessidade de se resgatar antigos valores da sociedade brasileira que foram deturpados ou mesmo esquecidos em anos e anos de história. Esse tema nos leva reflexão de que nós mesmos um dia estivemos consumindo e compartilhando do lixo do mundo, mas perseverando, nós estamos conseguindo vencer, remando contra a maré, mas preparados para alcançar o objetivo de uma vida reta em seus princípios e íntegros de caráter.

Tomando por bases bíblicas, vemos a necessidade que há em se disseminar o interesse que Deus tem no sucesso dos seus relacionamentos familiares, impregnando-os e imprimindo esse interesse a fim de que possa haver o “abrir da visão” das famílias alcançadas pelo projeto e então, elas passem a entender o propósito de Deus no quesito família.

Podemos ver referências quanto a isso em Mateus 7:24-27; João15:1-11; 1 Timóteo 6:6-10,17-19; Tiago 1:5-8.

A proposta que fazemos é a de alcançarmos as famílias através de um trabalho de assistência, promovendo assim a inserção dos integrantes das famílias ao mercado de trabalho e gerando a proximidade necessária para que cuidemos dessas famílias, com oficinas, palestras e atendimento social, promovendo a melhoria da qualidade de vida e dos usuários desse serviço.

Assim, buscamos então levar esperança à essas famílias de forma prática e atuante, fazendo diferença em suas vidas e gerando pessoas que farão diferença nas vidas de outras pessoas. Cremos que a integração social pelo trabalho é uma forma eficaz de fazermos com que uma parte de seus problemas sejam sanados, mas nosso intuito vai além, ao oferecer aos beneficiários a oportunidade de se especializarem, adquirirem novos conhecimento e subsídios básicos para emancipação e crescimento pessoal.

O trabalho se desenvolverá com os profissionais de áreas distintas que promoveriam palestras para elucidar com maior exatidão seus campos de atuação. O desenvolvimento social e a saúde também seriam temas recorrentes nas palestras. Orientação vocacional é um método que implementaremos como suporte aos jovens que indecisos profissionalmente.

Buscaremos parcerias com empresas de RH e outras que tenham programas de primeiro emprego e também de estágios para encaminhar os integrantes dessas famílias que se enquadrarem nas vagas oferecidas.

Enquanto houver essa janela de tempo para a aquisição de uma vaga de emprego, serão ministrados, por exemplo, cursos de artesanato e reciclagem para que a família tenha um ofício simples pelo qual consiga sustentar-se.

Acreditamos que o homem necessita de trabalho e emprego para que a sua força não seja só potencial, mas seja aplicada com maestria em qualquer atividade.

Fazemos questão de crer que o a nossa sociedade será diferente porque buscamos fazer a diferença. Como Martin Luther King Jr, também temos um sonho; de ver que a esse país terá seus valores reconstruídos porque construímos famílias com valores.

Problematização

Nos últimos anos verificamos um acréscimo na dificuldade de subsistência de famílias. Esse fenômeno tem sido demonstrado em diversos estudos. Segundo o DIEESE, em São Paulo, por exemplo, a inflação em junho de 2008 foi de 0,97% acima da taxa de maio (0,87%), isso porque as taxas por estrato de renda aumentam à medida que diminui o poder aquisitivo das famílias. Em outros termos, podemos dizer que o custo de vida está mais alto.

Segundo informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego – PED, realizada pelo DIEESE, em maio, o contingente de desempregados no conjunto das seis regiões metropolitanas onde a pesquisa é realizada foi estimado em 2.949 mil pessoas.

Estimativa dos desempregados, por sexo Regiões Metropolitanas e Distrito Federal – 2005/2008

(em 1.000 pessoas)

Período

Regiões Metropolitanas e Distrito Federal

Recife

Salvador

São Paulo

Total

Homens

Mulheres

Total

Homens

Mulheres

Total

Homens

Mulheres

2005

343

162

181

420

190

230

1.696

780

916

2006

339

160

179

413

185

228

1.592

718

874

2007

319

150

169

394

171

223

1.508

671

837

janeiro/2008

305

145

160

369

149

220

1.402

607

795

fevereiro/2008

312

143

169

388

159

229

1.404

592

812

março/2008

326

150

176

387

158

229

1.487

626

861

abril/2008

331

150

181

379

159

220

1.488

603

885

Fonte: Convênio DIEESE/SEADE, MTE/FAT e convênios regionais. PED – Pesquisa de Emprego e Desemprego

Esse quadro de crise econômico social tem proporcionado um quadro de crises familiares como inserção no alcoolismo, drogadição, violência intrafamiliar sexual, física e psicológica, crises de relacionamento, dentre outros. O pastor Silas Malafia, psicólogo e pastor da Assembléia de Deus, afirmou em uma de suas pregações intitulada “12 Motivos que Levam um Casamento ao Fracasso”, que a maior causa de crises no seio da família é o desajuste financeiro. A psicóloga Cláudia Ribeiro, em uma entrevista à TV Alterosa, afirma que é muito comum haver uma cobrança por parte dos parentes do desempregado, como “que dia você vai arrumar um emprego?”. Essa é uma das causas que relacionada a problemas de ordem econômica e social levam à famílias inteiras a um processo de desestruturação e degradação.

A gerente do Centro Integrado de Apoio ao Trabalhador, Mônica Duarte, também em entrevista a TV Alterosa, afirma que o apoio da família em momentos de desemprego é fundamental, foi percebido pelo Centro Integrado de Apoio ao Trabalhador, em muitos casos, é mais tranqüilo para o trabalhador que está desempregado perceber que a família dá um apoio, um suporte.

Ricardo Henriques em seu texto Desnaturalizar a desigualdade e erradicar a pobreza: por um novo acordo social no Brasil”, afirma logo na introdução que

“Vozes e olhares atentos estiveram, no último ano do milênio, mergulhados na tentativa de entender por que somos campeões mundiais em desigualdade. Título vergonhoso, produto de uma herança de injustiça social que vem excluindo parte significativa da população brasileira do acesso a condições mínimas de dignidade e cidadania. Nesse contexto, a provocativa frase de Nelson Rodrigues toma contornos trágicos: ‘subdesenvolvimento não se improvisa, é obra de séculos’. Sabemos da evidente limitação do conceito de subdesenvolvimento, mas trata-se, hoje, de pensar os parâmetros de uma sociedade mais justa, que crie as bases para um desenvolvimento sustentado em termos sociais, econômicos, políticos, éticos e culturais.”


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